9 de jun de 2013

A paz que esse lugar me traz


Por acaso você já foi em algum lugar que te trouxesse paz?

Eu tenho um lugar assim, lá longe conhecido como sertão, onde as montanhas moldam a paisagem juntamente  com as nuvens, lugar alto bonito, ar puro, água da mina e sossego.

Lugar esse que faz brotar a inocência, a mesma de um beija flor quando vem tomar água com açúcar, essa mesma inocência que traz os cachorros sempre companheiros, amigos e sinceros, nunca no coração desses animais o rancor habitou.

Lugar esse habitat natural de muitas espécies, da maritaca, dos micos, sariemas, cobras, lagartos, sapos e bichos do mato.

Esses últimos sempre atrás das galinhas, travando uma batalha natural com os cães, eles correm astras das galinhas e pintinhos e os cachorros atrás deles.

E aquele lago maravilhoso próximo a casa, onde tentamos aplicar a arte milenar da paciência quando pescamos, mais uma lição de tantas outras aprendidas, esperar a hora certa! Ao anoitecer os sapos parecem brotar e aos poucos vamos ouvindo o barulho e sabemos que se aproximam da casa. Um bicho nojento ou mais um animalzinho que só faz seu papel no eco sistema?

O fogão a lenha sempre ali, por diversas vezes ascender o fogo foi a tarefa, para torrarmos o café, para fazer a comida dos cães, para fazer a pamonha e o curral, delícia, obra da vovó.

E a casa grande, porta daquelas que tem em filmes de bruxa, abre em duas partes a de cima e a de baixo, de madeira, telhas cobrem o casarão, sem o forro em cima, se algo disser todos irão ouvir, vitrola na sala, camas simples. No frio parece se sentir os ossos a tremer, as coisas tem vida nessa casa, sempre tiveram, as panelas, a vassoura, a mesa e o sofá, sempre tiveram e sempre vão ter.

Lugar de paz, alegrias e molecagem...

Lugar onde moravam as vaquinhas, os bezerros e os cavalos.

Lugar de difícil acesso, acho que é porque geralmente a felicidade não é fácil de se encontrar.

Lugar esse que aposto que tem um em cada coração, com características diferentes, mas que levam ao mesmo sentimento, o de paz!

Autor: José Agenor Sapata

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